quarta-feira, abril 07, 2010

Um completo estranho e todo o resto

O mais estranho mesmo foi perceber como pude deixar de ser estranha justo com um completo estranho!
Hoje, ponderando o acontecimento, sinto um misto de alegria e inocência. Destino, coincidência, acaso, sorte? Não sei, o que sei é que tenho passado a maior parte do tempo desses meus últimos anos tentando agir da maneira mais certa ou, pelo menos, mais coerente, mas sem saber ao certo onde esse certo me levará, se ao céu ou a uma úlcera. Por isso mesmo costumo pensar que o bom mesmo é fazer o que se tem vontade, como quando alguém me dá um conselho e eu penso comigo mesma: “excelente ideia, mas vou fazer apenas o que eu quiser!”.
E acho que o que aconteceu foi exatamente isso, eu fiz simplesmente o que eu quis, sem pensar no que era certo ou errado. Talvez, vivi um desses momentos em que nada se categoriza em certo ou errado, mas em todo o resto que não foi classificado, e que temos uma necessidade silenciosa de descobrir. Esse resto deve ser uma montanha de sentimentos que não chega a ser certo por não ser o bem e nem o errado por não ser o mau. Esse resto pode ser uma solidão gigantesca, sentimentos confusos, saudades cortantes, necessidade de afeto ou mesmo urgências sexuais que não se adaptam às regras do bom comportamento ou, pelo menos, do comportamento lúcido. Esse resto é toda nossa vontade mais secreta de melhorar para pior, de dar-se alta, de zerar-se. Trata-se da chance de poder deixar de ser estranhos a nós mesmos, mesmo que seja com um completo estranho.
Também, sempre pensei que a realização de mudanças em minha vida era uma tentativa de corrigir meu passado. Ou seja, a questão não é o que faço de novo, mas sim que a cada vez que decido por fazer algo diferente do que sempre fiz, estou me dando uma nova chance de melhorar, de acertar. Estou tendo a oportunidade de zerar meu hodômetro. E, com esse zerar-se, surge também a identificação com novas pessoas. O que me leva diretamente à outra questão: “e por que nessa tentativa de mudança fui encontrar justamente com tal pessoa?”. Acho que a resposta está no espelho. Pois é, no espelho que cada pessoa é capaz de projetar de mim mesma. A possibilidade de ver um novo eu em cada pessoa nova que me disponibilizo (ou não) a conhecer.
E, assim, naquele dia conversei por horas num voo de 35 minutos e, naquele momento, me dei conta de como eu estava sendo simpática e falante, completamente aberta à novas amizades e situações. Estranho, não?! Logo eu que tenho sido rotulada de estranha por alguns. Tudo bem, já faz algum tempo, eu sei, entendo, aceito e não nego que tenho sido estranha mesmo, sempre fugindo dos amigos ou, pelo menos, dos eventos sociais. Enfim, esse encontro fez com que eu quisesse ver, viver, sentir todo o resto!
Para Finalizar, só quero registrar a oportunidade de ter me visto e me sentido não mais tão estranha, mesmo que com um completo estranho!

4 comentários:

claudiane disse...

Oi! não te acho estranha,apenas espontãnea, contagiante e com uma enérgia radiante.Talvez as pessoas te achem estranha por ser natural, qualidade bastante escassa atualmente. Cada vez mais as pessoas se revestem de máscaras para serem aceitas.Beijos!!!!!!

Anônimo disse...

legal mt legal!!!

Anônimo disse...

Olá meu nome é Maria Eduarda Barbosa, e estamos visitando o seu blog para ampliar o nosso conhecimento sobre diários virtuais.

Anônimo disse...

Adorei seu blog e estou visitando este blog bastante interessante para conhecer melhor o método usado nos diários virtuais, tendo como referência este seu ótimo blog. Continue assim que irá fazer sucesso.